Nilópolis se destaca na educação inclusiva

Escola Municipal Poeta Carlos Drummond promove evento para encerrar o Setembro Azul

Setembro Azul. Assim é chamado o mês dedicado à inclusão das pessoas surdas. E a única escola bilíngue da rede municipal de Nilópolis, a Escola Poeta Carlos Drummond de Andrade, no bairro Nossa Senhora de Fátima, comemorou a data realizando um evento no dia 27 de setembro. ‘Somos Todos Alunos’, esse foi o nome do projeto promovido pela equipe liderada pela diretora Edmê Medeiros.


“Toda a equipe escolar está de parabéns pela união e pela iniciativa. Todos trabalham em conjunto, atendendo as necessidades dos alunos e temos professores para atender cada necessidade dos alunos ”, felicitou Edmê, ao ver que o professor de educação física e intérpretes da Língua Brasileira de Sinais (Libras) prepararam atividades na quadra de esportes da unidade escolar e exibiram um vídeo.


“O filme que passamos explica o motivo do Setembro Azul, das lutais sociais em prol da valorização do surdo. A escolha da cor é porque os nazistas usavam o azul para identificar as pessoas com deficiência nos campos de concentração ”, esclareceu o professor e intérprete Alexandre Souza, ele mesmo filho de pais surdos.


Estudante do 9º ano, o youtuber Matheus Costa, 20 anos, ao lado da mãe Vera Lúcia Santos, acompanhava a programação e contou o que pretende fazer no futuro. “ Quero namorar, cuidar dos meus pais, de minha irmã e de meu sobrinho”, afirmou ele, que tem síndrome de down e foi prejudicado nos estudos por causa da pandemia.


Representante do setor de Educação Especial da Secretaria Municipal de Educação, Silvânia Dias fez uma avaliação do trabalho de inclusão dos surdos. “ Em 2017 demos um pontapé, começamos a fazer um trabalho para formação de professores na área da educação especial. Agora direcionamos os alunos com surdez para serem atendidos especialmente nas salas de recursos do Poeta Carlos Drummond e da Escola Maria da Conceição Cardoso”, afirmou.


Vera Lúcia Santos afirmou que a reunião era de grande importância. “ A maioria das pessoas tratam nossos filhos de forma diferente. Essas palestras ajudam a desfazer preconceitos”, contou ela, ao lado de Matheus.


Aluna do primeiro ano, Ana Beatriz, 7 anos, disse que participou de vários desafios na tarde daquele dia. Ela também participa da Sala de Recursos, onde professores especializados auxiliam os alunos com deficiência: sejam autistas, surdos, com síndrome de down ou outros.

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