Casa da Mulher promove live para comemorar os 15 anos da Lei Maria da Penha

A ativista Elizete Barros palestrou também para um grupo que estava no local.

A Casa da Mulher Nilopolitana recebeu, nesta quarta-feira (4/8), a gestora de RH Elizete Barroso, que milita há nove anos na ajuda a mulheres vítimas de violência doméstica. Elizete foi a convidada para falar sobre os ‘15 anos da Lei Maria da Penha’ e explicar de uma forma simples o uso desse dispositivo legal. A palestra foi transformada numa live que foi transmitida pelo Facebook da instituição.

“Fui coordenadora municipal de mulheres na cidade de Mesquita por três anos, mas a minha missão maior é cuidar das pessoas”, afirmou Elizete, que começou a auxiliar as mulheres na Igreja do Nazareno de Mesquita, onde congrega. “Não ajudo apenas quem é vítima de violência, mas todas que me procuram, inclusive busco inseri-las no mercado de trabalho e trabalho com a autoestima delas”, afirmou ela, acrescentando que socorreu mais de 30 mulheres.

O subsecretário de Cidadania e Direitos Humanos, Rafael Abreu, abriu a live saudando a palestrante, as demais integrantes da mesa e passou a palavra à superintendente de Direitos da Mulher, Nilcéa Clara Cardoso. “ Queremos fortalecer nossa rede, que inclui a Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (DEAM), delegacia (57ª DP), secretarias municipais e a Casa da Mulher”, afirmou Nilcéa, acrescentando que os casos de agressão às mulheres aumentaram durante a pandemia.

A Casa da Mulher Nilopolitana registrou neste primeiro semestre 1.062 casos de violência contra as mulheres atendidas pelos setores jurídico, psicológico e social da instituição. Ali também funciona o Centro de Referência no Apoio à Mulher (CRAM). Segundo Nilcéa Cardoso, o centro tem uma série de projetos e firma parcerias com instituições como Unicesumar, que promove cursos de secretariado e o Sebrae, para facilitar o ingresso no mercado de trabalho e ajudar na busca de empregos.

Quem souber de mulheres que sofram violência, pode ligar para o número 180 e denunciar diretamente ou por e-mail. Atualmente, a Casa da Mulher conta com o apoio da 1ª Vara do Juizado Especial Criminal de Violência à Mulher (Jecrim) e também com o delegado titular e a equipe da 57ª DP, José Moraes.

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